A vida a dois introduz uma responsabilidade que até então era solitária: o planejamento financeiro para casal. Falar sobre dinheiro, receitas, despesas, metas e investimentos deve fazer parte da rotina. Só assim, com transparência e organização, sonhos poderão virar realidade e vocês se sentirão seguros sobre as finanças. 

Neste artigo, listamos os principais hábitos financeiros que os casais devem implementar em casa. Confira quais são!

1. Ter objetivos em comum

Quando o casal tem os mesmos sonhos, a motivação para planejar a vida financeira é compartilhada. Sacrifícios são aceitos sem hesitação porque ambos sabem onde querem chegar e compreendem que a caminhada vale a pena. 

Sair do aluguel e comprar um apartamento? Construir uma casa maior? Ter um carro novo? Uma festa de casamento bacana? Viajar por meses pela América do Sul? Não importa a meta, e sim que o casal esteja comprometido em atingi-la.

Definido o propósito a dois, é hora de traçar um plano financeiro para chegar até ele, e isso passa necessariamente por uma análise e organização das finanças da casa. 

Dependendo de quanto tempo falta para a realização do sonho, será exigido maior ou menor esforço do orçamento doméstico. Cortes de gastos podem ser mais brutos e hábitos deverão ser revistos, caso vocês precisem de uma alta quantia a curto prazo. Além de enxugar despesas, fazer renda extra pode acelerar a realização dos planos.

Depois de atingido o objetivo, desfrutem a conquista e preparem-se para a próxima! 

2. Construir uma reserva de emergência

O fundo de emergência deve estar no topo dos objetivos financeiros. Ele é importante para que vocês estejam prevenidos em caso de um problema com dinheiro. O ideal é que a reserva tenha o valor correspondente a um ano de trabalho, ou seja, calculada de acordo com as despesas do período. 

Notas de dinheiro e moedas reunidas em cima da mesa.
A reserva de emergência é uma forma de ter certeza que, em casos urgentes, o casal terá dinheiro guardado.

A dica é construí-la aos poucos e a dois. Cada um deve reservar de 5% a 10% do salário para formar a reserva de emergência, que vai socorrê-los em caso de desemprego, problemas de saúde ou outro imprevisto. 

Mas onde guardar esse dinheiro? Não o deixe parado na conta corrente. Invista o valor mensalmente em uma opção que tenha alta liquidez para que vocês consigam movimentar sem dificuldade. Poupança, Tesouro Selic, CDB com liquidez diária e Fundos DI são opções seguras e descomplicadas. 

3. Manter os gastos sob controle

A insegurança financeira é uma das duras consequências de não ter um orçamento doméstico organizado. Não saber para onde está indo o dinheiro, ver o salário ser insuficiente para as despesas e se deparar com uma cifra menor que a esperada para investir naquele mês são situações estressantes e que abalam a harmonia em casa. 

Por isso, anotem e acompanhem a evolução das receitas e despesas para definir onde é possível economizar e fazer sobrar mais dinheiro. Quando a movimentação financeira é registrada, o cenário das finanças fica mais claro e vocês conseguem equilibrar os gastos mês a mês com alimentação fora de casa, happy hours e compras, por exemplo.

Foram jantar várias vezes fora no mês corrente? Que tal diminuir o ritmo nos próximos 30 dias e aproveitar para preparar uma comida saborosa em casa? Muitas vezes, não é preciso cortar um lazer, apenas substituí-lo.

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A vida financeira do casal precisa de organização: anote gastos e receitas todos os meses. 

4. Definir metas para os gastos

Depois de criar o hábito de anotar e avaliar receitas e despesas, o passo seguinte é criar metas para os gastos. Existe a regra dos 50-15-35, que divide as despesas em três grandes categorias. Funciona assim:

  • 50% da renda são reservados para os gastos essenciais, que são aqueles necessários no dia a dia. Entram nessa categoria: transporte (ônibus, combustível, táxi ou aplicativo), alimentação (todas as refeições), moradia (aluguel, condomínio, água, luz, gás, internet), saúde (plano de saúde, dentista, médico, exames, remédios), supermercado (compras gerais) e educação (escola, faculdade, curso).
  • 15% da renda vão para prioridades financeiras. Se tiverem dívidas atrasadas, tratem de quitá-las. Se os dois estiverem com as contas em dia, podem começar a poupar e investir. Construam um fundo de emergência e façam investimentos a curto, médio e longo prazo.
  • 35% da renda para despesas com estilo de vida. São os gastos relacionados a hobbies e diversão, como academia, salão de beleza, compras, viagens, bares e restaurantes.

5. Respeitar o padrão de vida

A empolgação com a vida de recém-casados pode extrapolar os gastos com a decoração e as obras na casa nova, com a festa de casamento ou com a viagem de lua de mel. Mas lembrem-se: não façam dívidas que vocês não possam pagar e respeitem o novo padrão de vida.

Não é porque agora existe um salário a mais que as despesas devem crescer na mesma proporção. Casais inteligentes aproveitam a vida, mas também guardam e investem o dinheiro pensando em objetivos a médio e longo prazo. 

O melhor a fazer é planejar as despesas. Separem mês a mês quantias para quitar os impostos do ano seguinte, fazer uma viagem bacana, juntar para a aposentadoria e investir em um bem. Deem prioridade aos sonhos, mas não esqueçam de curtir o presente.

6. Conversar sobre finanças

Os brasileiros vão bem nesse aspecto e estão conversando mais sobre dinheiro em casa. Pesquisa da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas mostra que 85% das pessoas falam sobre orçamento doméstico, e 51% delas tocam no assunto com frequência.

Os casais, no entanto, não estão imunes a brigas por finanças, uma vez que 46% deles admitem discutir por dinheiro. O conselho para quem ainda não conseguiu conversar sobre educação financeira é inserir o assunto quando houver um planejamento em vista. 

Aproveite essa oportunidade para, juntos, ajustarem o orçamento e distribuir tarefas. Se o seu parceiro tem dificuldades para cumprir prazos, assuma a função de pagar os boletos em dia todos os meses. Se você não tem habilidade com números, deixe que o outro se encarregue desse trabalho. 

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Conversem sobre ajustes no orçamento doméstico e distribuição de tarefas. 

7. Planejar a aposentadoria

A aposentadoria deve ser uma preocupação constante na vida a dois, e isso inclui, basicamente, o hábito de poupar dinheiro todos os meses para o período em que vocês pararem de trabalhar. 

Essa poupança para a aposentadoria deve ser paralela à contribuição do INSS, pois assim vocês terão acesso a salário-maternidade, auxílio-doença, auxílio-acidente e demais benefícios. 

Onde guardar o dinheiro? Vocês podem contratar um plano de previdência privada, que permite acumular recursos no longo prazo para ter um rendimento no futuro. Outra opção é a renda fixa, com o Tesouro IPCA+ revelando-se um ativo interessante por manter o poder de compra. Isso porque ele remunera a variação da inflação e mais um juro fixo.

Informem-se na instituição financeira sobre as opções de investimentos a médio e longo prazo. 

8. Ter projetos individuais

Mesmo com a recomendação de que o casal tenha objetivos em comum, ninguém precisa abrir mão dos projetos pessoais. Se quando solteiro você sonhava em viajar ou investir na carreira, por exemplo, converse com seu parceiro para que seus planos possam sair do papel e caminhar ao lado das metas em conjunto.  

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Os projetos pessoais não precisam ficar de lado na vida a dois.

9. Lidar com crises financeiras

Equilibrar as finanças em períodos de turbulências econômicas é um exercício e tanto na vida a dois. Fazer um rígido controle financeiro é ainda mais importante na crise. 

Todas as dicas anteriores se aplicam, e vocês podem aproveitar o momento para rever prioridades, hábitos de consumo e se prepararem ainda mais para eventuais cenários de desemprego e redução da renda.

10. Aprender a investir dinheiro

A melhor dica para a vida financeira do casal é investir dinheiro! Fazer investimentos é uma forma de preparar o futuro, ter uma aposentadoria tranquila, tirar sonhos do papel e se proteger de imprevistos. 

Escolha opções de acordo com os seus perfis de investidores. Os conservadores e iniciantes encontram porto seguro na poupança e renda fixa, como títulos do Tesouro Direto e CDBs. Quem gosta de arriscar pode se informar sobre ativos em renda variável, como as ações.

Não faltam lugares para se informar sobre investimentos. Internet, tevê, rádio, jornais, séries e filmes têm conteúdos direcionados para todas as pessoas, com análises do cenário econômico atual e previsões a médio e longo prazo. 

11. Faça uma planilha compartilhada

Ferramentas, como o Google Planilhas, permitem criar planilhas online, as quais podem ser compartilhadas entre você e seu parceiro ou parceira.

Dessa forma, vocês organizam todos os gastos e ambos conseguem acompanhar o que está saindo e entrando durante o dia a dia.

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