Neste cenário de alta volatilidade, é comum não saber o que fazer e perder a referência nos investimentos. Nos últimos meses, vimos o país se transformar de uma maneira inesperada. São em momentos difíceis que a dúvida “onde investir na crise?” tem uma resposta única e direta: segurança. 

Cautela é a palavra-chave para formar uma carteira de investimentos durante a pandemia. Pensando nisso, elegemos as cinco melhores opções de renda fixa para você investir com máxima segurança neste ambiente desafiador. Confira!

1. LCI e LCA

A LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) são dois tipos de título de renda fixa para investidores de perfil conservador, pois têm baixo risco, são isentos de Imposto de Renda e oferecem rentabilidade próxima do CDI. 

O investidor compra esses títulos e empresta o dinheiro para a instituição financeira, seja uma cooperativa ou um banco. Em troca, recebe os juros enquanto mantiver os recursos aplicados. E qual escolher, LCI ou LCA? 

As LCIs ajudam a financiar o setor imobiliário, já as LCAs são títulos usados para fomentar o agronegócio. Os recursos são usados para financiar a produção, industrialização e comercialização de produtos, além da compra de insumos e máquinas. Consulte sua instituição financeira sobre a rentabilidade de cada uma.

Os papéis podem ter dois tipos de rendimentos: prefixado ou pós-fixado. Nas letras prefixadas, o investidor já tem acesso, na contratação, a quanto vai receber no vencimento do título. 

Já no formato pós-fixado, sabe-se apenas o indicador que será referência para a remuneração – geralmente é o CDI. Entretanto, a aplicação vai seguir as oscilações do índice, o que significa que o valor recebido pode ser maior ou menor. 

2. Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa de investimentos que consiste na compra de títulos do governo federal. Essa compra é intermediada pelas corretoras de valores, é feita pela internet e qualquer brasileiro pode fazer aplicações. 

Nos últimos anos, comprar títulos do Tesouro Direto se tornou popular por ser uma modalidade de investimento democrática, com liquidez diária e por permitir fazer aplicações de baixos valores, a partir de R$ 30.

São três tipos de títulos públicos à venda no Tesouro Direto: prefixados, pós-fixados e híbridos. Os prefixados pagam uma taxa de rentabilidade conhecida no ato da compra do título, e se você não vender este título até o seu vencimento, saberá exatamente quanto irá ganhar no período. 

Mas um ponto importante: você pode vender seu título a qualquer momento a partir do dia da compra até o seu vencimento, mas deve estar atento às eventuais oscilações de preço que podem ocorrer nesse intervalo de tempo, tanto para cima, quanto para baixo.

Portanto, prefira comprar títulos pré com prazos de vencimento adequados às suas necessidades para que, caso aconteça uma eventualidade e você precise do dinheiro, não seja necessário correr o risco de, justo naquele momento, ele estar sendo negociado a um preço menor.

Os papéis pós-fixados são atrelados a um indicador (Taxa Selic) que pode sofrer altas e baixas até o vencimento. Isso significa que só é possível saber o retorno total do investimento quando acontecer o resgate. 

Já os títulos híbridos têm uma parte do rendimento definida no momento da contratação, com o restante atrelado à variação da inflação, o IPCA.

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Tesouro Direto está entre os investimentos em renda fixa mais acessíveis.

3. Fundos imobiliários

Já pensou em investir no setor imobiliário sem precisar comprar, vender ou alugar diretamente? É exatamente assim que funcionam os fundos imobiliários. 

O investidor aplica dinheiro na construção ou compra de imóveis para locação ou arrendamento. Depois, os ganhos dessas operações são divididos entre os participantes.

Os fundos consistem na aquisição de cotas de imóveis, como hotéis, hospitais e shoppings, e os investidores recebem renda mensal, de acordo com os aluguéis e arrendamentos, e ainda podem se beneficiar da valorização dos imóveis que estão na carteira do fundo. 

São três tipos de fundos imobiliários: 

Fundos de tijolo

É o investimento em imóveis físicos, como shoppings, prédios comerciais e industriais, barracões logísticos, hospitais e escolas. Os rendimentos dessa modalidade geralmente vêm dos aluguéis. 

Fundos de papel

Em vez de imóveis físicos, são adquiridos títulos do setor, como LCIs, letras hipotecárias e CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários).

Fundos híbridos

Mesclam papéis do ramo imobiliário com propriedades físicas. 

Quem investe em fundos imobiliários tem custos com administração e gestão das propriedades. Por outro lado, os rendimentos são distribuídos periodicamente – uma vez por semestre, pelo menos, mas há casos de pagamentos mensais. 

4. Previdência privada

É um investimento de médio a longo prazo para garantir um futuro tranquilo para você e sua família. Ao contrário do que se imagina, não é destinado exclusivamente para quem está planejando a aposentadoria. É possível usá-lo para realizar grandes planos, como pagar a faculdade dos filhos ou ter independência financeira. 

Para contratar um plano de previdência privada, é preciso procurar uma instituição financeira, seja cooperativa, banco ou corretora de valores, para gerir os recursos, que mais tarde serão resgatados pelo investidor. 

São dois formatos de planos de previdência privada: VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). O que vai guiar a escolha é como o contribuinte faz a declaração de Imposto de Renda.

VGBL

Recomendado para investidores que fazem a declaração no modelo simplificado, pois não inclui benefícios fiscais. Tem como vantagem a tributação do IR ser aplicada somente sobre os rendimentos da previdência.  

PGBL

Indicado para quem declara pelo modelo completo, pois permite a dedução do valor aplicado em previdência da “renda tributável” até o limite de 12%, o que é um  benefício fiscal, pois até que você converta sua reserva em renda ou efetue o resgate, você está ganhando rendimentos sobre um montante que teria sido gasto com imposto.

São dois tipos de planos de previdência privada: PGBL e VGBL.

5. CDB e RDC

Os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) estão entre os investimentos em renda fixa mais populares. Por serem de fácil acesso e estarem disponíveis na maioria dos bancos, costumam ser a primeira experiência de quem quer sair da poupança. 

Investir em CDB é como emprestar dinheiro para bancos financiarem soluções de crédito para clientes. Em troca, o investidor recebe uma remuneração.

São dois grupos mais comuns de CDBs: prefixado e pós-fixado, e um terceiro grupo menos comum, mas que também pode ser encontrado são os CDBs atrelados à inflação. No formato prefixado, sabe-se exatamente qual será o retorno do investimento no vencimento do papel. 

O CDB pós-fixado é o mais tradicional do mercado. Funciona atrelado a um indicador e sofre as consequências das variações do índice, que geralmente é o CDI. Por fim, o modelo atrelado à inflação oferece parte do retorno a uma parcela prefixada e outra ligada ao IPCA ou IGP-M. 

Enquanto o CDB é um papel disponível nos bancos, o RDC (Recibo de Depósito Cooperativo) é emitido pelas cooperativas de crédito, como o Sicredi . É um investimento de baixo risco, e suas modalidades se encaixam em diversos perfis.

O RDC pós-fixado, por exemplo, é um investimento estável e para quem precisa de liquidez imediata. Os híbridos são ideais para manter o poder de compra no longo prazo. Já os prefixados são indicados para quem não está disposto a sentir as oscilações do mercado.

O cenário tem se mostrado desafiador. O mercado de ações adoeceu junto com a pandemia e as taxas de juros de curto prazo estão mais baixas. Duas palavras de ordem devem ser prioridade do investidor: cautela e segurança. 

A Sicredi União PR/SP é uma cooperativa de crédito com 117 anos de história e administra R$ 110 bilhões em ativos. É expertise mais do que suficiente para te ajudar a investir melhor durante a crise. Entre em contato e conheça as nossas soluções para montar uma carteira de investimentos e proteger seu patrimônio, clicando no banner!

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