Empresários economizam e colhem frutos com utilização de energia solar

Empresários economizam e colhem frutos com utilização de energia solar

Em tempos de altos custos de energia elétrica, cada vez mais se fala e se investe em energias renováveis. Foi o que fizeram dois empresários –um deles de Limeira e outro de Mogi Mirim– municípios localizados nas regiões centro e centro leste paulista, respectivamente. Associados da Sicredi União PR/SP, eles já comemoram os investimentos feitos em painéis solares e a economia que o sistema tem trazido para ambos.

Vinicius Graf Nozella, empresário de Limeira (SP) que atua no setor gráfico, instalou 52 placas fotovoltaicas na empresa dele. Os painéis geram, em média, entre 3.050 e 3.400 watts ao mês. “Antes, eu gastava R$ 3.000 ao mês de energia elétrica. Como o projeto ficou em R$ 104 mil, hoje pago um financiamento de R$ 2.600. Porém, o negócio é tão bom que o excedente da energia gerada ainda consigo jogar para minha casa, gerando mais economia”, afirmou Nozella, proprietário da empresa Caê Comércio de Papéis e Acabamentos Gráficos.

A economia também bateu à porta do empresário Éverton Tagliaferro, associado de Mogi Mirim (SP) que atua no ramo de refrigeração. Há aproximadamente 3 anos, ele investiu R$ 150 mil em 116 placas fotovoltaicas com potência de 30 kva (30 mil watts). Segundo o empresário, o gasto com energia, se fosse atualizado hoje sem o sistema, seria em torno de R$ 6.000 por mês. “Zerei a conta de energia, tanto na conta da nossa empresa e a da casa. Hoje só pago R$ 300 do padrão. Nosso padrão é comercial e 220 volts trifásico. Por isso custa mais caro. Se fosse de uma casa, seria uns R$ 100”, apontou.

Satisfação: empresário Éverton Tagliaferro, associado de Mogi Mirim (SP), investiu R$ 150 mil em 116 placas fotovoltaicas 
(Divulgação/Engenho da Notícia
)

Os dois empresários integram o programa Energia da União, iniciativa da Sicredi União PR/SP, e que já financiou mais de 4.000 projetos de energia solar, o que gerou uma economia mensal de R$ 3 milhões em energia elétrica aos associados –por meio da geração de 4 milhões de kWh/mês de energia limpa por mês.

Além de incentivar a energia renovável, o programa impulsiona a economia local e gera recursos para um programa educacional de crianças e adolescentes. Funciona assim: para incentivar pessoas físicas e jurídicas a investir em sustentabilidade, a cooperativa oferece taxa de juros acessíveis, com pagamento em até 60 meses.

Para usufruir da taxa diferenciada, é preciso adquirir o sistema de fornecedores locais – são mais de 280 credenciados na cooperativa. Em contrapartida, os fornecedores destinam um percentual de cada projeto ao programa A União Faz a Vida, que atende mais de 60 mil crianças e adolescentes em dezenas de municípios.

Para quem deseja instalar o sistema este é o melhor momento, já que a partir de 2023 será cobrada uma taxa. O Marco Legal da Geração Distribuída, sancionado em janeiro deste ano, instituiu uma cobrança para quem gera a própria energia solar, o que deve reduzir a economia na conta de luz de quem adota o sistema. No entanto, quem instalou o sistema antes da publicação do Marco, ou quem instalar até 6 de janeiro de 2023, continua isento da cobrança até 2045.

Para ter acesso ao financiamento do programa Energia da União é preciso ser associado da Sicredi União PR/SP e procurar uma das 111 agências da cooperativa.

ESTÍMULO À ENERGIA SOLAR
Em maio de 2021, o Sicredi firmou sua primeira captação com a IFC, em uma linha de crédito internacional de US$ 120 milhões para estimular projetos de energia solar dos associados da instituição em todo o Brasil. Foi a primeira operação de uma instituição financeira cooperativa brasileira a receber certificação emitida pela Climate Bonds Initiative (CBI), organização internacional que atua para promover investimentos na economia de baixo carbono. A iniciativa também detém certificação pelo Green Loan Principles (GLP), que atesta que os projetos oferecem benefícios ambientais claros e verificáveis e que os processos de avaliação e seleção, assim como a gestão dos recursos e o seu monitoramento, seguem padrões internacionais.

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